segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pássaro de gaiola não canta, grita por liberdade e ninguém percebe.


Eu fui pássaro em algumas noites, voei, sonhei, cantei na tua janela te fiz feliz, encantei teus olhos, você quis voar comigo, mas era pequena para vôos longos. Fui só, alto voei.

Eu fui pássaro sem casa em tempos atrás, parava em qualquer praça, pousava em uma arvore, cantava, iluminando o dia dos velhinhos que ali sempre jogavam seu baralho.

Eu fui pássaro pela manhã, apaixonando a menina solitária, que sempre antes de ir para seu trabalho fingia que me namorava, me dava um agrado e logo sem pressa eu voava.

Eu fui pássaro a meia noite, voando perdido em busca de lar, voando baixinho em busca de ar, querendo o mais alto e gritando por paz.

Eu fui pássaro livre de montanha, sem ouvir o toque de recolher as 03:00 de uma madrugada estrelada, fui presa fácil, presa boba, de tão boba fui e não voltei.

Hoje sou pássaro na prisão, jogado nos cantos sem nenhuma aptidão, sou pássaro sem canto, sem arvores para pousar, velhinhos para encantar, menina para namorar, pássaro mudo, só possuo um grito, um berro de liberdade, aos ouvidos dos tolos um lindo cantar, ao pranto da menina pela manhã, uma pena não me poder ver mais voar.

Eu fui pássaro ontem à tarde, fui pássaro hoje pela manhã, fui pássaro gritando por liberdade, agora sou pássaro de...

Pudera eu desatar as gaiolas, liberta os pássaros lhe entregar o ar me apaixonar ao vê-los cantar. Pudera eu prender os humanos que tão pouco sabem que de forma injusta agem, que em tanto tempo não aprenderam que lugar de pássaro é no ar, no alto, voando longe da poluição humana.

Ah se eu pudesse ser pássaro...
Voava para sempre, e voltava não! 

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