O céu estava bem azul, sem nenhuma nuvem apesar de ser uma tarde de inverno, Ana não prestava atenção nas horas, nem via que aos poucos o dia ia virando noite, o vento soprava no seu rosto brincava de embola os seus cabelos, que levemente voava junto das folhas que ali foram deixadas pela época de outono. Ana se distraia com a ciranda das meninas, com o voar bem alto das pipas dos garotos e com os beijos dos apaixonados. Ela caminhava livremente, brincava de realizar sonhos, ela dançava desajeitadamente, flutuava como as folhas e encantava os meus olhos. Ana é menina de poucas palavras, de muitos sonhos e de uma curiosa arte. Ela rabiscava com um graveto o chão de terra, rabiscava os sonhos do mundo, a felicidade das crianças e os risos da gente. Ana é inteligente, doce, moleca, corre pelo mundo e só deixa pistas por onde quer, é compositora e escreve nas estrelinhas da sua vida. Ana é simples de nome simples. Ana é menina encantada que dorme em mim, Ana é menina acuada que vive ai. Ana é a menina perdida de toda menina que troca a pintura de quadros pela pintura de lábios. Descansa Ana, mas não dorme pra sempre, acorda Ana, minha menina, por favor, acorda.
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