De pingos gelados, que alerta meu corpo e arrepia minha alma.
De escorre pelo canto, limpando calçadas imundas e aliviando corações inflamados.
Que cai lentamente entrando pela janela do meu quarto que por descuido ficou aberta.
Que cai de pressa trazendo o vento para destruir o corpo e matéria dos desumanos.
De encher rios inundar vilas e fazer transbordar corações apaixonados.
De deixar poças de lama, que em breve virará piscina para crianças.
Que leve passa, embora sua marca sempre á de deixar, para um lamento ou celebrar.
Que cai serena na noite mais fria, congelando almas de quem tem o céu como teto.
De fazer no peito de um homem aconchegar a cabeça de uma menina, que ali protegida sonha, enquanto na TV o filme passa.
De no céu deixar o cinza, escondendo as estrelas, me proibindo de namorar a lua.
Que forte cai, batendo no meu rosto se fundindo com minhas lagrimas, que agora já nem sei o que é chuva o que é meu pranto.
Chuva lava minha alma. Vento seca meu pranto.
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