Os corredores apagados, luzes queimadas, fumaça ao fundo. Vago. Pago. Não tem teu olhar!
Cento e sei lá quantos, sabe lá quantas garrafas de vodka. E que se foda. E se fode toda!
E fuma, três, cinco. E tudo se atira na merda, na lama, na vaga e pequena cama que antes era de se amar.
Tem chuva na mesa de jantar, tinha teto, tem teto ao chão, tem imensidão, e tem o meu breve chorar.
Palavras pequenas, "tens razão, me desculpa?" Então fode a minha alma, enquanto no sereno te enfia no corpo de uma vadia qualquer. E se mata, e se lambe, cospe teu veneno no seio farto dessa mulher, porque o que eu carrego é pouco pro teu ego.
E se lamenta, e não pede clemencia aos meus beijos, e sai, sai por qualquer canto...
Dessa vez o barco afunda no meio dessa enchente de boeiro, e os amores de merda caem, invadem a minha casa. E você ainda bebe e chora como uma vitima, teu olhar me engana, tua fala mansa me desmancha. Mas a minha arma está armada desde as cinco horas amor. Entra com a sola do sapato suja, esse resto de sexo que isala no teu corpo, as migalhas, o perfume adocicado da mulher de seios fartos.
Sem desculpas, sem gole, sem merda nenhuma na minha cama. Só um singelo adeus!
Adeus! Adeus! Adeus!
sábado, 21 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
"Não pense que eu escrevo aqui
o meu mais intimo segredo,pois há
segredos que eu não conto nem a mim mesma."
Clarice Lispector.
o meu mais intimo segredo,pois há
segredos que eu não conto nem a mim mesma."
Clarice Lispector.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Breve acaso.
Um gole de cerveja.
Uma caminhada no parque.
Anda. Ana de um lado, Marina de outro.
Vira esquinas, frequenta novos bares.
Se enfia no corpo de outro.
Vira páginas, frequenta o mesmo café de sempre.
Se enfia nos lençóis na noite que é fria.
Gole de vinho. Gole de amor.
Um punhado de vida. Um sopro de dor.
Dobra a rua, pega o ônibus errado.
Falta a missa, atravessa olhando pro alto.
Esbarra. Encara. Encanta. Enfim. Te apaixona.
Ana de poucos acasos. Marina...
Um gole no bar. Um salto no ar.
Uma noite de aquarela. Uma pitada de sal.
No quarto doce que é dela.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
205
Se enganou com as horas, ou foi com a beleza do meu olhar?
De três em quatro eu me desfaço, caio no ato em frente as horas.
Tua alma é feita de carne, ou de alguma bebida cara?
Você acha mesmo que essa conversa torta vai nos levar a algum lugar?
Bom, se eu chegar até a sua cama já é o suficiente.
Pretendia conquistar o seu olhar e quem sabe o seu coração.
Se enganou com o meu olhar ou andas lendo romance de quinta?
Ando lendo romance e me deparando com putas de quinta.
O teu silencio nunca me devorou, no entanto sempre que abres a boca me mata.
Queria poder abrir teu coração.
Não acha loucura querer amar uma "puta"?
Acho, mas faz tempo que a sua insanidade invadiu a minha visão, embaçou meu coração.
Não queria que me enxergasse assim, tu não é homem pra ter mulher como eu.
E que tipo de homem eu sou? Homem que deixa a mulher em casa e vem se encontrar com uma "puta"?
Homem quem além de me "usar" quer encontrar com o meu coração.
Você tem razão eu devo ta lendo muito romance de quinta.
Ou andando em esquinas escuras se deparando com putas de quinta.
A musica parou, o sol parece querer nascer, e o uísque esquentou, quanto te devo?
Nada, você não me deve nada Pedro.
Tua voz soa tão leve quando diz meu nome, a proposito é Carlos! Meu nome é Carlos, Luíza.
E a sua voz soa rouca, simples e me seduz de um jeito, e é Lavínia! Meu nome é Lavínia Carlos.
Dois estranhos, uma alma carnal, três gotas de desejos, uma bebida amarga, um amor inexistente,
um minuto para um quarto de hotel barato, trocas de nomes, trocas de almas, trocas de valores.
Uma venda de alma, uma perda de coração.
De três em quatro eu me desfaço, caio no ato em frente as horas.
Tua alma é feita de carne, ou de alguma bebida cara?
Você acha mesmo que essa conversa torta vai nos levar a algum lugar?
Bom, se eu chegar até a sua cama já é o suficiente.
Pretendia conquistar o seu olhar e quem sabe o seu coração.
Se enganou com o meu olhar ou andas lendo romance de quinta?
Ando lendo romance e me deparando com putas de quinta.
O teu silencio nunca me devorou, no entanto sempre que abres a boca me mata.
Queria poder abrir teu coração.
Não acha loucura querer amar uma "puta"?
Acho, mas faz tempo que a sua insanidade invadiu a minha visão, embaçou meu coração.
Não queria que me enxergasse assim, tu não é homem pra ter mulher como eu.
E que tipo de homem eu sou? Homem que deixa a mulher em casa e vem se encontrar com uma "puta"?
Homem quem além de me "usar" quer encontrar com o meu coração.
Você tem razão eu devo ta lendo muito romance de quinta.
Ou andando em esquinas escuras se deparando com putas de quinta.
A musica parou, o sol parece querer nascer, e o uísque esquentou, quanto te devo?
Nada, você não me deve nada Pedro.
Tua voz soa tão leve quando diz meu nome, a proposito é Carlos! Meu nome é Carlos, Luíza.
E a sua voz soa rouca, simples e me seduz de um jeito, e é Lavínia! Meu nome é Lavínia Carlos.
Dois estranhos, uma alma carnal, três gotas de desejos, uma bebida amarga, um amor inexistente,
um minuto para um quarto de hotel barato, trocas de nomes, trocas de almas, trocas de valores.
Uma venda de alma, uma perda de coração.
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo..
E você não lê os meus bilhetes, e ficou parecendo que sai pela porta dos fundo como quem fugia, como quem corria pros braços de outra, como quem queria fuga pra vida lá fora. Mas você nunca leu os meus bilhetes, nunca leu o meu olhar, nunca tentou traduzir minhas canções. Agora quem ta fugindo sou eu, se você ao menos soubesse ler as estrelas, a palma da minha mão, saberia que fugir, nunca foi a minha intenção...
sábado, 28 de janeiro de 2012
Felicidade Clandestina
Três corações inflamados, uma euforia fora de época
Quatro lugares na mesa, de uma mesma desocupada
Cadeiras ecoam o vento e o verbo de uma saudade
Uma cama de casal, um só corpo chora ali, solitário
Na noite mais fria.
Céu chora com vento
Amanha de manha, me trás alegria?
Uma televisão a cores,
Que reflete uma vida preta e branca
Um feijão temperado com amores
Parece não encher barriga de quem te engana
Um quintal vazio, repleto de esperança
Que um dia já foi ocupado pelo mais lindo riso de criança
Parede construída a mão, com tijolo achado no chão
Hoje segura à rede que balança desilusão
Carnaval fora de época, felicidade atrasada
Canção mal tocada à noite na viola desafinada
Adeus não dito, beijos não dados, sai pela porta, me volta na madrugada
Quatro almas, um lugar cinza
Na parede do quarto tento encantar a vida
Dezoito casas completas um floco de alegria
Quisera eu pudesse salvar vidas fazendo poesia.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Chove lá fora e a bossa
Inflama meu coração
De saudades..
Inflama meu coração
De saudades..
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Os livros são feitos de historias reais, na última pagina vem contando a fabula de um sonho desconhecido. Será que alguma coisa nisso tudo faz sentido? A minha historia não é real, nem tampouco falsa, ha de ficar sobre a dúvida do teu olhar, nem perca seu tempo a pensar. Vai lá, da uma checada na ultima pagina. O efeito de realidade é pura ilusão, escrevo sobre o efeito do álcool e se torna tudo contradição. Ou não. Me busca na mesma direção, que a tempos ando na contramão e de pouco em pouco fui me perdendo do teu coração. Que livro é esse que tu andas lendo? Em que banco de praça você anda repousando o nosso amor? Em que esquina deserta eu estacionei a minha vida? O mundo já não gira mais em torno do sol, mas a é essa altura quem é que ainda olha pro sol? A visão se funde com o reflexo do passado, atravessa a rua anda do outro lado. Vem à tarde me dizer aquele bando de clichê, que já não a tempo a perde, o sol ta lá girando fazendo seu trabalho e você aqui parado deixando tudo de lado...
Os livros não vão contar o final da minha historia. A minha historia é hoje, ela é nunca mais. A minha historia aconteceu a pouco, ela acaba para sempre, ela se refaz. A minha historia acontece lá fora, ela voa alto se faz de pássaro vai embora e não volta. A minha historia é arte, é frase boba escrita em papel de pão, é verso é prosa no portão, é musica desafinada no meu velho violão, é sorriso matinal. A minha historia é escrita modificada, é metamorfose é tradução, é melodia pra surdo é poesia que encanta a visão. A minha breve longa linda historia de casos e acasos de tantas outras historias, de tantas datas longas, de tantos medos bobos...
O livro de uma vida sem perdão, que não cabe mais em mim e transborda a cada parágrafo. O sonho de uma vida, o livro de uma escrita o refrão sem canção faz pausa no meu coração. A data marcada pro fim de cada historia, e o meu livro continua a rolar por baixo do meu colchão, tira a poeira, sacode a vida e termina a breve historia que enquanto isso eu pego a viola sento em frente às horas e canto mais uma linda canção...
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Me explicar nunca foi o meu forte, larguei a analise muito antes de começar, porque não aguentava ter que falar a minha vida, a minha confusão, as minhas neuras, para uma estranha, seja ela com diploma na parede ou não. O fato é que guardei tanta dor, medo pra mim mesma, que o peso do meu próprio mundo hoje já ta me levando pro chão. Mas eu não posso continuar assim. Me diz você que tanto escreve sobre o amor, ele é tão simples assim? Na minha cabeça congestionada e no meu coração entupido de fumaça alheia é tudo tão azul que voa leve feito balão de gás que por descuido voou da mão de uma criança no parque, é confuso e ao mesmo tempo sereno, um pouco frio pra no próximo estante se encontrar completamente quente, é ter raiva por vaidade e amor, que é pura raridade. É irritar pra ver braba, e acariciar pra ver sorrir boba e apaixonada, é dividir um banco no ônibus e ficar bem juntinhas, como se não fosse assim que se queria estar, é correr pelo gramando do parque feito duas crianças, é um "eu te amo" no momento menos esperado. Me diz você moça, que a vida transformou em amor, que a escrita multiplicou com sabor, que os ares fez nascer em presente, que a muito só tenta se manter contente. É simples feito bolha de sabão? É bonito feito céu estrelado? É acalmar feito maracujina? É encantado feito a historia do meu último livro? Me diz moça, amor não deveria ser apenas amor, sentir e apenas retribuir, encantar e apenas aceitar, amar e amar como se... Veja bem, entregar meu coração já não seria tamanha loucura, mas creio eu que loucura maior seria renunciar a essa paixão. Então me diz moça, do teu jeito mais simples e belo, me diz que não é loucura amar a quem amo, me diz que loucura seria deixar escapar esse encanto que ela me passa, me diz certo, mesmo que do teu jeito errado.
domingo, 8 de janeiro de 2012
❝Um coração como poucos. Um coração à moda antiga.
— (Clarice Lispector)
— (Clarice Lispector)
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Vou brincar de ser escritora e vou tratar de escrever a minha vida que já está ficando tarde de mais.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Amor em seis atos
Um minuto de silencio pela morte do nosso amor
Dois minutos de ausência pra enganar a dor
Três minutos de coragem pra seguir sem caminho
Quatro frases não ditas, e a sua saída pela porta dos fundos
Cinco gritos, e uma distância de pensamentos
Seis passos não dados, e o meu amor atravessa o lado errado.
"Meu mundo que você não vê ,meu sonho que você não crê"
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Sobra tanta falta
Falta tanta coisa na minha janela como uma praia
Falta tanta coisa na memória como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência que me desespero
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo..
O teatro magico.
Falta tanta coisa na memória como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência que me desespero
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo..
O teatro magico.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Desabafo. Seria dois passos à frente e uma vida toda sozinha, seria a calma a pressa a estrada e um pedaço de mim. Andava de um lado para o outro e acabou seguido em frente. Era a estrada, sem casa, sem documento, só as canções mal tocadas em seu velho violão e uns pequenos poemas que escrevia para se encantar ao longo do dia. Era a paz a vida traçada o banco de alguma praça, eram dias vividos a sois, eram noites de fins e sempre teria um luar para lhe iluminar. Era doce e leve como uma brisa era a saudade de um lugar desconhecido, caminhava em busca de rumo, em direção, em que direção mesmo menina? Só ia andando. Deixou família, amigos, trabalho e um suposto amor. Seria eu e as estrelas, o vento o mar o meu modo louco de amar, seria a minha confusão a minha falta de tempo seria só eu.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Laura? Laura? – gritava, o tom de voz era estranho, e o som saia cada vez mais longe. Laura? Não vai por ai!
Da sacada de sua varanda ela via a mundo, ela via as pessoas, via a vida passar. O tempo lá fora fechou por completo, perto do morro lá longe, já posso ver a chuva se formando, o fim do mundo ou do meu mundo. Antes era sol que se via do outro lado da janela, de tanto que se fez presente, e olha, lá vem à chuva derramar sua misericórdia sobre as almas negras que vagam pelo mundo em busca de perdão, ora meu filho tanto fez e agora quer meu perdão? Eu não brilho como o sol, e, no entanto vaga negra como as nuvens carregadas perto do morro. Caio aos teus pés, mas jamais admito minha culpa, saio ilesa levando o perdão dos tolos, ora quem mais seria se não Laura?
- Laura? O que você tanto faz nessa sacada? Dela não vinha nenhuma palavra.
- Laura, porque é que não me responde? Você me assusta com tanto silencio.
O riso interno que tinha era de nervoso, Laura gargalhava, achando graça da menina que ainda teimava em se preocupar com ela. Nada tinha vida ao redor, os vasinhos de flores que antes serviam para enfeitar o lugar, agora servem de cinzeiros, as flores mortas davam um ar decadente, garrafas de bebidas sem rótulos e barata jogadas pelos cantos, o cheiro de lugar abandonado, a imagem de mulher nobre que agora falecida em alma e que ainda se encontra vagando em busca de colo.
- Eu permaneço em vida, quando meu amado foi para longe. Disse, sua voz era tremula, e um tanto chorosa.
- Faz cinco meses Laura, não pode passar a vida nessa sacada, vem, vamos dar um jeito nisso, não pode se matar aos poucos, você ta viva ele é quem... Ela interrompe a menina com um grito.
- NÃO, ele permanece em mim, eu não vou deixar que ele suma a historia não acaba enquanto as nossas promessas não se cumprirem, ele não podia fazer isso, não tinha esse direito!
- Laura a historia acaba no momento em que um parte, eu sei o quanto é difícil, mas você precisa ser forte. Laura gargalhava e o nervoso interno vinha à tona, o choro que agora acido vinha para queimar sua pele fazendo ainda mais doloroso tudo aquilo.
- Laura, não vai por ai! – Você ouve? Perguntou Laura.
- Não escuto nada. Disse à menina que agora se encontra mais assustada que antes.
- Ele ta aqui, ele vive em mim, eu o sinto.
- Você ta enlouquecendo Laura, precisa de ajuda, ele ta morto!
- Ele não pode estar, tínhamos feito uma promessa, eu o amo, nós nos amamos!
Laura ficava surda pro barulho do mundo, e passou a se concentra no que vinha de dentro dela, “eu a amo” ela ouvia sua voz tão viva e clara, que sorria em meio ao choro. O tempo fechou ainda mais, o ar negro que pairava por sua cabeça era de alguma forma a resposta, a chuva que caia limpado a sua vida era ao mesmo tempo a ressurreição de sua alma. Laura não entendia muito bem, nem fazia esforço para isso, o sentir ali já bastava, mas em qual canto estava meu amor?
Caída de joelhos sem pedir perdão, Laura enxergava ao longe o rosto de seu amado, perto daquele morro em qual foram feitas suas promessas, é lá que ele está sabia sem nenhum aviso.
- Laura não vai por ai!
Ela só não sabia o que ele queria dizer com isso, mesmo assim ela foi sem medir gravidade à mulher nobre foi, pulando edifício, atravessando carros, não olhando nos olhos das pessoas a mulher foi. Laura foi pulando corações, atravessando dimensões, enfrentando raios, cortando ordens, Laura foi pros teus braços, entregando o que de mais puro vivia nela, lhe dando asas para voar juntos, durante uma eternidade. Laura voou em vida aterrizando no peito de teu amado, cumprindo uma promessa ingênua de amor!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Falta pouco para dezembro, menos ainda para o tão esperado 2012.
O ano voou como um pássaro, não tão belo e encantador, mas foi de pressa antes que eu pudesse o fazer de preza, pelo contrario quem me prendeu as horas e tédios diários foi o próprio ano incompleto. Pulei no calendário e virei dias, semanas, meses, agora eu sou o próprio ano, indo embora de pressa, sem deixar rastros, sem deixar alegria, sem deixar tristeza, sem deixar nada. Virei um número sem encaixe, acho que sou algo como o 33, sei lá, a moça que mora ao lado marcou a data de seu casamento para o dia 33 só não me lembro direito o mês, a minha avó disse que dia 33 vem me fazer uma visita, tem meses que ela não vem até aqui me preparar um de seus bolos, dia 33 ta marcado, dia 33 de um mês desconhecido eu vou ser feliz!
Doze meses, na minha cabeça doze sempre foi demais, e há cinco anos doze se tornou tão pouco, mal respiro. Um ano, uma primavera a mais, celebre pequena. Eu nunca aprendi a mudar de ano em ano, mudo de quatro em quatro anos, sempre fui assim, doze meses passam e eu nem me dou conta, quando vejo lá se foram quatro anos, e um tanto de coisa vivida, penso, repenso e trepenso, puxa como vivi. Sou inconstante, ora amo, ora odeio, ora quero, ora não, mudo da água paro o vinho, da vodka para o suco de laranja, em questão de minutos ou não, só não mudo meu modo de amar, que por sinal é estranho e louco. Nem tenta me acompanhar. Ontem à noite eu me entendi e vi que é difícil de chegar a um entendimento quando se trata de minha mente, amanha quem sabe eu sento e converso, vai ver você me entende.
Fugi do assunto, um furacão se formou em mim, levando o papel no qual ia fazer minha listinha de final de ano. Minha lista pra esse ano se perdeu na bagunça do meu quarto, não segui o escrito, vivi de forma louca, cai no meio de meus passos bobos e um tanto alcoolizados, andei em ruas desertas sozinha, beijei a noite namorei a lua, vivi e amei ao por do sol, esse ano tanta coisa mudou, eu conheci você, eu deixei muitas pessoas saírem e entrarem, eu fui triste durante a maioria das noites, e feliz quando o sol vinha me dar bom dia, tanta coisa aconteceu que eu nem tive tempo pra pensar nessa tal lista que andei por ai fazendo, esse ano que vai entra decidi, não vai haver lista alguma, sete pulinho e coisas do tipo.
Sabe Ana, você tem sido a minha coragem, a minha leveza, o meu encanto, a minha alegria de menina, e nesse ano que vem vindo eu já tracei algumas metas, mas não vou por em papel, estão todas guardadas em meu coração, esse ano de 2012 só quero uma coisa, força. Força para enfrentar os dias de chuva, força para caminhar em direção a meus objetivos, força para estudar e aumentar meu conhecimento, força para me torna a pessoa que sempre quis ser, força para amar nesse mundo um tanto insano, força para passar os meus dias. E anota ai para não esquecer, força, fé e foco!
E um tanto de alegria no coração, deixa florir dentro de ti, e jamais pare de escrever, sorria mais vezes, tem um sorriso tão lindo meu amor, ame e viva em paz com você e com o resto do mundo, um beijo!
domingo, 6 de novembro de 2011
Escuta menina, e fica quieta. Sempre fui sempre calei a voz, a alma, a cabeça, a vida, fui uma eterna cala, calma, e por dentro sempre fui fúria, sempre fui ventania em volta à calmaria falsa que os olhos alheios vêem, sempre corri pro colo errado, sempre dei de cabeça na porta esquerda, e a direita tava teu peito, caído despedaçado. Sempre escutei a voz que chama e nunca descobri o caminho, sempre cai diante de ti, nunca me veio uma única ajuda. Sempre ouvi as vozes do lado, sempre calei para elas, sempre sentei ao quarto da frente, sempre chorei os medos, sempre sonhei aos becos. Sempre corri pro colo errado, sempre esperei por teus cuidados, me veio tudo menos o esperado. Sempre fugi pro teu canto, sempre quis ser teu recanto. Escuta menina e se aquieta na cama, que há muito tempo já dizem é o melhor lugar para se chorar.
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