quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os livros são feitos de historias reais, na última pagina vem contando a fabula de um sonho desconhecido. Será que alguma coisa nisso tudo faz sentido? A minha historia não é real, nem tampouco falsa, ha de ficar sobre a dúvida do teu olhar, nem perca seu tempo a pensar. Vai lá, da uma checada na ultima pagina. O efeito de realidade é pura ilusão, escrevo sobre o efeito do álcool e se torna tudo contradição. Ou não. Me busca na mesma direção, que a tempos ando na contramão e de pouco em pouco fui me perdendo do teu coração. Que livro é esse que tu andas lendo? Em que banco de praça você anda repousando o nosso amor? Em que esquina deserta eu estacionei a minha vida? O mundo já não gira mais em torno do sol, mas a é essa altura quem é que ainda olha pro sol? A visão se funde com o reflexo do passado, atravessa a rua anda do outro lado. Vem à tarde me dizer aquele bando de clichê, que já não a tempo a perde, o sol ta lá girando fazendo seu trabalho e você aqui parado deixando tudo de lado...

Os livros não vão contar o final da minha historia. A minha historia é hoje, ela é nunca mais. A minha historia aconteceu a pouco, ela acaba para sempre, ela se refaz. A minha historia acontece lá fora, ela voa alto se faz de pássaro vai embora e não volta. A minha historia é arte, é frase boba escrita em papel de pão, é verso é prosa no portão, é musica desafinada no meu velho violão, é sorriso matinal. A minha historia é escrita modificada, é metamorfose é tradução, é melodia pra surdo é poesia que encanta a visão. A minha breve longa linda historia de casos e acasos de tantas outras historias, de tantas datas longas, de tantos medos bobos...

O livro de uma vida sem perdão, que não cabe mais em mim e transborda a cada parágrafo. O sonho de uma vida, o livro de uma escrita o refrão sem canção faz pausa no meu coração. A data marcada pro fim de cada historia, e o meu livro continua a rolar por baixo do meu colchão, tira a poeira, sacode a vida e termina a breve historia que enquanto isso eu pego a viola sento em frente às horas e canto mais uma linda canção... 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Me explicar nunca foi o meu forte, larguei a analise muito antes de começar, porque não aguentava ter que falar a minha vida, a minha confusão, as minhas neuras, para uma estranha, seja ela com diploma na parede ou não. O fato é que guardei tanta dor, medo pra mim mesma, que o peso do meu próprio mundo hoje já ta me levando pro chão. Mas eu não posso continuar assim. Me diz você que tanto escreve sobre o amor, ele é tão simples assim? Na minha cabeça congestionada e no meu coração entupido de fumaça alheia é tudo tão azul que voa leve feito balão de gás que por descuido voou da mão de uma criança no parque, é confuso e ao mesmo tempo sereno, um pouco frio pra no próximo estante se encontrar completamente quente, é ter raiva por vaidade e amor, que é pura raridade. É irritar pra ver braba, e acariciar pra ver sorrir boba e apaixonada, é dividir um banco no ônibus e ficar bem juntinhas, como se não fosse assim que se queria estar, é correr pelo gramando do parque feito duas crianças, é um "eu te amo" no momento menos esperado. Me diz você moça, que a vida transformou em amor, que a escrita multiplicou com sabor, que os ares fez nascer em presente, que a muito só tenta se manter contente. É simples feito bolha de sabão? É bonito feito céu estrelado? É acalmar feito maracujina? É encantado feito a historia do meu último livro? Me diz moça, amor não deveria ser apenas amor, sentir e apenas retribuir, encantar e apenas aceitar, amar e amar como se... Veja bem, entregar meu coração já não seria tamanha loucura, mas creio eu que loucura maior seria renunciar a essa paixão. Então me diz moça, do teu jeito mais simples e belo, me diz que não é loucura amar a quem amo, me diz que loucura seria deixar escapar esse encanto que ela me passa, me diz certo, mesmo que do teu jeito errado. 

domingo, 8 de janeiro de 2012

❝Um coração como poucos. Um coração à moda antiga.




— (Clarice Lispector)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Vou brincar de ser escritora e vou tratar de escrever a minha vida que já está ficando tarde de mais. 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Amor em seis atos

Um minuto de silencio pela morte do nosso amor
Dois minutos de ausência pra enganar a dor
Três minutos de coragem pra seguir sem caminho

Quatro frases não ditas, e a sua saída pela porta dos fundos 
Cinco gritos, e uma distância de pensamentos
Seis passos não dados, e o meu amor atravessa o lado errado.

‎"Meu mundo que você não vê ,meu sonho que você não crê"

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sobra tanta falta

Falta tanta coisa na minha janela como uma praia
Falta tanta coisa na memória como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência que me desespero
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo..



O teatro magico. 

domingo, 4 de dezembro de 2011

Desabafo. Seria dois passos à frente e uma vida toda sozinha, seria a calma a pressa a estrada e um pedaço de mim. Andava de um lado para o outro e acabou seguido em frente. Era a estrada, sem casa, sem documento, só as canções mal tocadas em seu velho violão e uns pequenos poemas que escrevia para se encantar ao longo do dia. Era a paz a vida traçada o banco de alguma praça, eram dias vividos a sois, eram noites de fins e sempre teria um luar para lhe iluminar. Era doce e leve como uma brisa era a saudade de um lugar desconhecido, caminhava em busca de rumo, em direção, em que direção mesmo menina? Só ia andando. Deixou família, amigos, trabalho e um suposto amor. Seria eu e as estrelas, o vento o mar o meu modo louco de amar, seria a minha confusão a minha falta de tempo seria só eu.