"As coisas escorrem por tuas mãos e você só percebe quando olha para baixo e vê a vida lhe dando adeus."
Podia eu fazer tudo diferente?
Só hoje não me tortura, cria o riso, atura minha tristeza não sai do meu lado antes do ponteiro do relógio da catedral marca a chegada de um novo dia.
Depois que acordei, me sentei na cama e tornei a chorar, soluços, gemidos de dor, tomei três comprimidos para dormi e meia garrafa de vodka, a meu ver a única forma de acabar com aquela dor era morrendo, me despi de corpo e alma, era uma tarde de primavera fria, apesar do leve sol que vinha saldar o dia, me deitei no chão gelado da varanda acendi um cigarro que nem cheguei a fumar dei três tragadas e apenas o vi queimar, acabar, o vento frio e o chão gelado ia aos poucos arrepiando minha pele e eu senti os meus olhos pesarem, sussurrei algo como:
- que me leve aos ventos que queime meus rastros que me faça límpida, um ultimo gole de vida, eu vou virar qualquer coisa confusa que vaga sozinha em busca de rumo, eu vou para nunca mais voltar!
Senti meu corpo se esvaindo para qualquer outro plano, uma luz me sufoca e um riso tímido dança no ar, senti alegria, uma alegria ingênua que há tempos não sentia, fechei os olhos, espero que possa sonhar, dormi.
Os anjos vieram me saldar!
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